quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Contando a Experiência

Ivna Góis:
Como prevíamos, a experiência de ter um contato, mesmo que semanal, com todas aquelas crianças deixou uma marca. Esse trabalho me fez conhecer ainda mais histórias de pessoas até então desconhecidas e me fez enxergar a vida por um outro ângulo. Me fez enxergar que, apesar do abandono, apesar das faltas de condições e, até mesmo, apesar do carinho de uma mãe, devemos seguir a vida com a maior força que pudermos ter. Ver aquelas crianças tão pequenas, mas tão vividas me fez repensar sobre muitas coisas da MINHA vida. A lição que essa atividade me deixou é que, independente de qualquer coisa, devemos ser gratos pelo o que temos.

Ingryd Maia:

"Acredito que cresci muito com toda essa experiência, pois vivemos tão confortáveis que nos esquecemos das necessidades dos menos favorecidos, o que mais me impressionou foi como eles nos receberam; de braços abertos e ficaram felizes com simples brincadeiras e gestos de amor.“

Priscila Almeida: 

O trabalho comunitário desenvolvido pela disciplina, foi muito rico!
Ter a oportunidade o trabalho do instituto e sair de uma zona de conforto, vendo a realidade daquelas crianças do IPOM, foi transformador! Levamos atividades para acrescentar o conhecimento e experiências deles. Muito enriquecedor, ver eles  realizando as atividades, com criatividade e empenho! 
E o melhor, ser chamada de ‘’Tia”, encantava ao ver o respeito e carinho deles com a nossa equipe! E saber que por mais dificuldades eles passem, estão sempre ali no IPOM buscando diversão, conhecimento, amizades, e sempre acolhidos com amor pelo Instituto! Fico feliz de levar essa experiência comigo para a vida! 

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Fantoches

Depois das demais atividades nas duas sedes, iniciamos a confecção dos fantoches feitos de materiais reciclados. Utilizamos garrafas pet, jornais e outros. As crianças foram bem participativas, finalizando a primeira parte. No quarto dia, foi a finalização dos fantoches, com os últimos detalhes da roupa e os cabelos. Tudo foi feito com muita disciplina. A confecção do fantoche é parte do processo de aprendizagem, pois as crianças exerceram a sua imaginação. Com sua criatividade em funcionamento, as crianças aprenderam a produzir sua fantasia, interagindo, criando e experimentando. Os materiais que servem para a confecção dos fantoches foi outra parte importante dessa oficina, pois quase todos eles são recicláveis. O famoso lixo seco que degrada o meio ambiente, foi a fonte abundante de nossa criação, contribuindo na formação de uma consciência ambiental. Durante o processo de confecção dos fantoches foi feita a conscientização a respeito da ação do ser humano. Depois de feito o fantoche, houve a interação dos alunos com sua criação. 



Atividade de Colagem

Caixinhas de papelão, cola, tesoura, revistas e muita disposição, esses foram os ingredientes perfeitos para partimos para a segunda atividade prática com as crianças, desta vez, uma atividade de colagem, ainda sobre o tema ‘Consciência Negra’. A proposta era muito simples, as crianças darem uma conferida nas revistas e analisarem como o negro é retratado nos veículos de comunicação para depois partirem para a colagem, mostrando como é feita essa representação e como eles gostariam de ser retratados. Como nas outras atividades, os meninos estavam animadíssimos, se dividiram em duplas e trios e começaram o exercícios. Nossa equipe permaneceu dividida; Ivna, Ingryd e Priscila com os mais novos, enquanto, Gabi, David e eu ficamos com os mais velhos.

A atividade correu muito bem e conseguimos auxiliar os dois grupos no tempo que nos foi dado. O resultado também foi bastante legal. Muitos notaram que o branco ainda é maioria nas imagens, que o negro ainda não é tão bem representado e como a mulher negra ainda aparece sempre com menos roupa que a branca, por exemplo. Nos trabalhos eles pediram mais igualdade entre as raças, mais respeito e mais harmonia entre os povos. Explicamos que não deve existir uma competição entre brancos x negros, nem tão pouco abaixar a cabeça para comentários racistas e como a representatividade é importante, algo fundamental para aquelas crianças que ainda necessitam de exemplos nessa fase de amadurecimento.


Acolhimento

Na sede do Titanzinho, no primeiro dia, fizemos uma dinâmica de apresentação com as crianças. Esse foi o momento que escolhemos para conhecê-las e dar, também, a oportunidade de elas conhecerem um pouco da gente. Falamos nossos nomes e perguntamos o nome de cada uma delas, além perguntar o que elas mais gostavam de fazer no IPom.

Existe um ritual muito curioso nos encontros. A cada começo de cada dia, professores e alunos se reúnem, todos em círculos, pedindo proteção para aquele dia e rezam para que tudo ocorra bem. Pedem por paz, ainda que o Titanzinho ainda não é um bairro totalmente pacificado, pedem por dias melhores e agradecem a graça de mais um dia. E nós, claro, participamos de todos.

Depois das apresentações, era chegada a hora de iniciarmos o tema retratado no mês; Consciência Negra. Mostramos algumas imagens e pedimos que as crianças interpretassem a mensagem que cada uma trazia. Depois, realizamos uma atividade para que elas desenhassem ou escrevessem algo sobre o que tinham entendido a respeito do que conversamos e o que já havia sido passado para elas até o momento. No primeiro dia da sede da Praia do Futuro, uma turma bem mais numerosa, também seguimos com um cronograma de apresentação com cada criança e introduzimos o tema do mês com elas. Nas atividades, elaboramos um jogo da memória somente com imagens que remetiam à Consciência Negra e um jogo da forca com valores fundamentais para uma boa sociabilidade.





Missão Unifor

O projeto de realizar um trabalho voluntário teve início a partir da disciplina de Comunicação Comunitária da Universidade de Fortaleza (Unifor), ministrada pela professora Ana Paula Silva Farias, onde nossa equipe composta por 6 integrantes; David, Gabriela, Ingryd, Ivna, Newton e Priscila, contribuíram com atividades e dinâmicas para os alunos do Instituto Povo do Mar - IPOM, com sedes na Praia do Futuro e Titanzinho, todas terça e quinta, de 7 a 30 de novembro, no horário das 8h30 ás 10h30. A divisão foi feita de maneira simples, ás terças, ficávamos na Praia do Futuro, ás quintas, na comunidade do Titanzinho. A faixa etária das crianças seguia a média de 7-14 anos, com turmas de mais ou menos, 15 alunos por aula. A coordenação e acompanhamento se deu pelos coordenadores, Thiago e Márcia, e dos professores, Igor e Jéssica.



O cronograma de atividades ficou distribuído da seguinte maneira:

1° dia - 09/11
1° momento:
 *Acolhimento/apresentação das crianças e dos voluntários - Debate sobre consciência negra.
2° momento:
*Jogo da memória representando a consciência negra
3° momento:
* Representação em desenhos sobre a consciência negra - As crianças irão relatar em formas de desenho todo entendimento sobre a consciência negra, trazendo situações cotidianas vivenciadas ou exemplos citados na dinâmica.

A intenção da dinâmica é proporcionar às crianças um primeiro contato (como se chamam, do que gostam, idade, entre outros) e conversas com os alunos da Unifor que as acompanharão durante as próximas semanas.
Acompanhado dessa atividade, deverá ser introduzida um pouco da história sobre a consciência negra que será a temática abordada pela instituição no mês de novembro.

2° dia – 16/11
• Com o material em mãos, este será distribuído e a proposta das atividades da confecção dos fantoches artesanais e da peça teatral será apresentada. Será mostrado o trabalho final para as crianças (para elas saberem o que será feito) e o primeiro passo será montar a estrutura do brinquedo. Paralela à montagem dos fantoches, haverá um momento para falar a respeito da temática.

3º dia – 23/11
• A atividade será continuada. Observar o desempenho das crianças e, de acordo com o funcionamento, avançar ou não para as próximas estruturas do boneco.
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